terça-feira, 11 de outubro de 2011

Mudança de estaleiro

Após nossa chegada à Porto Alegre e o Arachane ter sido içado para fora d’água em maio/2011, uma série de trabalhos foram complementados por dois motivos: o primeiro é  que o barco só mudou de estaleiro, pois continua em construção; o segundo é porque muito trabalho antecede a pintura, e depois da pintura outras fases surgirão, temos que ter em mente que vamos conseguir vencê-las, esse é o objetivo.
E esse trabalho que antecede a pintura é o trabalho que vai desaparecer assim que a pintura interna/externa acontecer, e o interior com madeira surgir, muita solda, lixa e limpeza.
É o que se pode resumir em “muito trabalho” que ficará escondido, mas que é fundamental para a estrutura e proteção do barco!  Detalhes técnicos e minuciosos que num olhar superficial não se notam coisas bonitas ou chamativas, mas que para nós, e para o restante a ser construído, tudo neste momento é fundamental e notamos o quanto nesses meses ele mudou, e de como estamos satisfeitos com o conjunto.
Coisas “óbvias” como o detalhamento do interior tais como medidas dos futuros móveis, especificação do tamanho das divisórias para o espaço interno, local e tamanho dos tanques de água e diesel, tamanho altura e material do dog house, local de entrada e saída de água e combustível, local do guincho de âncora, base para o piloto automático já com os respectivos furos, graxeira para lubrificação do leme, e tantos outros detalhes, que nada mais são do que horas de preocupação, atenção, cálculos, medidas, muita conversa entre as decisões diárias para minimizar problemas e melhorar tanto quanto possível, e é claro sempre fica uma pontinha de dúvida se esse ou aquele são os caminhos corretos. Estamos tendo toda esta preocupaçao para minimizar ao máximo futuros serviços de usinagen, solda, furos, etc... que sempre produzem limalha de ferro, que vai parar nos mais remotos locais do barco, e que se nao for muito bem removida oxidará e causará ferrugem.


Ah e sempre tem alguns detalhes que precisam ser refeitos, pois ao longo da execução percebe-se que a solução adotada não é viável, e por isto necessitamos achar uma solução mais viável, e por isso demandam mais tempo.






Assim aproveitamos os meses de inverno para realizar todos os possíveis trabalhos de solda e usinagem que ainda faltavam para o acabamento desta fase da construção, para só então após o clima da primavera chegar, evitando os dias de alta concentração de umidade e somente com tempo seco iniciar a preparação para a pintura.

Tanque dágua, aprox 300L
Tanque de Diesel para uso diario (tagestank)

Concluímos mais uma etapa e agora o Arachane está pronto para receber a equipe do tinta...
Dog House Ganhando forma
Tanques de Diesel

4 comentários:

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  2. Olá Dieter e Maxi,

    lí oblog e não resistí em retornar em PVT.

    Várias vezes observei o Garoa pelo Guaiba. Tenho um Bruma 22 o Rio Guaiba.

    Lendo o blog sentí que vocês tem uma grande afeição pelo rio pela história pela lagoa pela vela.
    Aprendí sobre os Arachanes.
    Sinto o mesmo e parabenizo-lhes pelo sucesso com o novo barco desejando toda sorte e felicidades.

    Sei que vou ter notícias sobre navegadas ao redor do mundo.

    BV,
    Marcio
    B22 Rio Guaiba.
    Sava Clube RS

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  3. Rosangela Monser: Adorei navegar no blog do Arachane..ouvindo uma canção indígena..me senti navegando pelas águas do Guaíba..obrigada por proporcionar esta sensação maravilhosa.bjs

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  4. Meus queridos, lendo este blog foi a fonte de inspiracao que faltava para eu dar o primeiro passo para o mundo nautico. Estarei de olho neste blog. grande abç e bons ventos. Rafa.

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